Floreo
Lab

O que é risco cambial?

O risco cambial é o risco de que variações nas taxas de câmbio alterem o valor de investimentos mantidos em moeda estrangeira. Uma ação americana pode subir 10% em dólares e ainda assim perder valor na moeda do investidor, se o dólar cair o suficiente. Todo investimento fora da própria moeda carrega essa segunda fonte de ganhos e perdas, além do seu próprio desempenho.

Como ele surge

O retorno de um investimento estrangeiro na moeda do investidor combina o retorno na moeda original com a variação do câmbio:

1+Rlocal=(1+Restrangeiro)×(1+RFX)1 + R_{\text{local}} = (1 + R_{\text{estrangeiro}}) \times (1 + R_{\text{FX}})

onde RestrangeiroR_{\text{estrangeiro}} é o retorno na moeda do ativo eRFXae R_{\text{FX}} a variação dessa moeda frente à moeda do investidor. Para movimentos pequenos, o resultado é aproximadamente a soma dos dois.

Um exemplo simples

Uma ação americana sobe 10% em dólares ao longo de um ano. No mesmo período, o dólar perde 8% frente ao euro:

1+REUR=1,10×0,92=1,0121 + R_{\text{EUR}} = 1{,}10 \times 0{,}92 = 1{,}012

O investidor em euros ganha apenas 1,2%. Se o dólar tivesse subido 8%, o ganho teria sido 18,8%. Para quem investe em reais, a lógica é a mesma, com uma diferença prática: a moeda brasileira historicamente oscila muito mais que o euro frente ao dólar, então o efeito cambial costuma pesar ainda mais no resultado.

Como é medido

  • Exposição cambial: a parcela do valor da carteira em cada moeda, conforme a moeda dos ativos subjacentes — e não a moeda em que um fundo é negociado.
  • Volatilidade: as taxas entre moedas fortes costumam oscilar cerca de 6% a 10% ao ano; moedas emergentes, bastante mais. Isso se soma à volatilidade dos próprios investimentos, e às vezes a compensa em parte.

Qual o tamanho típico

Quem investe em um ETF de ações globais tem a maior parte do dinheiro em moeda estrangeira: em um fundo do MSCI World, cerca de 70% em dólares. Comprar o fundo em euros não muda isso; um ETF listado em euros com ações globais continua carregando o risco cambial dos seus ativos.

Quanto isso importa

  • Em ações, o câmbio aumenta bastante as oscilações de curto prazo, mas ao longo de períodos longos costuma pesar menos que o desempenho das próprias ações.
  • Em renda fixa, as variações cambiais podem ser tão grandes quanto o próprio rendimento, então títulos estrangeiros muitas vezes são mantidos com hedge.
  • Como diversificação, moedas fortes às vezes sobem quando o mercado local cai, o que pode suavizar perdas.

O hedge cambial remove boa parte do efeito da moeda, a um custo que depende da diferença de juros entre as duas moedas — diferença que é grande quando os juros locais são altos.

Um exemplo numérico

Resolvido em uma carteira de exemplo. Os números abaixo são dessa carteira, não da sua.

Que parte da minha carteira está exposta a moedas estrangeiras?

A exposição por moeda da sua carteira é:

MoedaValue (EUR)Alloc. (%)
EUR46.010,34 €50,54%
USD20.721,48 €22,76%
Crypto7.842,95 €8,62%
Cash5.510,23 €6,05%
Precious metal4.575,79 €5,03%
TWD907,08 €1,00%
JPY882,20 €0,97%
KRW765,90 €0,84%
HKD660,52 €0,73%
GBP529,32 €0,58%

Isto mostra quanto da sua carteira está em euros e quanto está exposto a outras moedas (USD, criptomoedas, metais e várias moedas menores). A cobertura de moedas disponível é 100,00%.

Temas relacionados

Esses números para a sua própria carteira

O Floreo calcula cada indicador desta página a partir das suas próprias posições — retorno, risco, alocação, moedas — e o assistente os explica do jeito que esta página faz. Importe da sua corretora ou experimente antes na carteira de exemplo.

Iniciar demo

A demonstração abre na hora com uma carteira de exemplo, sem precisar de conta.