O que é o S&P 500?
O S&P 500 é um índice de 500 grandes empresas listadas nos Estados Unidos, calculado pela S&P Dow Jones Indices. Ele cobre cerca de 80% do valor do mercado acionário americano e é o indicador mais acompanhado de como "o mercado" está indo. Muitos investidores o usam como benchmark, e alguns dos maiores fundos do mundo o replicam.
As empresas são escolhidas por um comitê segundo regras de tamanho, liquidez, rentabilidade e ações em circulação, de modo que o S&P 500 não é simplesmente a lista das 500 maiores empresas americanas — embora chegue perto.
Como é calculado
O S&P 500 pondera por valor de mercado em circulação. O nível do índice é o valor de mercado somado das suas empresas dividido por um divisor, que mantém a continuidade quando empresas entram, saem ou emitem novas ações:
onde é o preço da açãúmero de ações negociáveis da empresa .
O que ele contém
- Setores: tecnologia da informação é de longe o maior, perto de um terço nos últimos anos, seguido por financeiro, saúde, consumo discricionário e serviços de comunicação.
- Concentração: as dez maiores empresas somaram mais de um terço do índice em meados da década de 2020.
- Negócio internacional: embora todas as empresas sejam americanas, boa parte das suas receitas — estimada com frequência em cerca de 40% — vem de fora dos Estados Unidos.
Um exemplo simples
O nível divulgado do S&P 500 é um índice de preço, sem dividendos. Em um ano em que o índice sobe 8% e as empresas pagam 1,5% de dividendos, o retorno total com reinvestimento é de cerca de:
Comparações devem usar a versão de retorno total, como se faria com qualquer fundo.
O que investidores de fora devem observar
- Moeda. O S&P 500 é cotado em dólares. Para quem investe em euros ou em reais, a variação cambial entra inteira no resultado — às vezes pesando mais que o próprio movimento do mercado.
- Concentração. É um país e, cada vez mais, um punhado de empresas de tecnologia: uma aposta mais estreita que um índice mundial, embora o próprio MSCI World seja cerca de 70% americano.
- Benchmark justo apenas para ações americanas. Comparar uma carteira global ou local com o S&P 500 mede a diferença entre mercados, não a qualidade da carteira.
Um exemplo numérico
Resolvido em uma carteira de exemplo. Os números abaixo são dessa carteira, não da sua.
Como se compara a minha carteira com o S&P 500?
Aqui está a comparação da sua carteira com o S&P 500 (Invesco S&P 500 UCITS ETF Acc, IE00B3YCGJ38) ao longo dos períodos registados.
| Período | Portfolio TRR (%) | Benchmark return (%) | Excess return (pp) |
|---|---|---|---|
| 12/05/2021 a 10/09/2026 | +45,99% | +107.21 | -61.95 |
| 01/01/2026 a 10/09/2026 | 5,32 | +12.49 | -7.17 |
| 12/05/2021 a 31/12/2021 | 2,83 | +25.89 | -23.06 |
| 31/12/2021 a 31/12/2022 | -16,57 | -14.05 | -2.52 |
| 31/12/2022 a 31/12/2023 | 26,80 | +22.69 | +4.11 |
| 31/12/2023 a 31/12/2024 | 24,96 | +33.60 | -8.64 |
| 31/12/2024 a 31/12/2025 | 1,33 | +3.86 | -2.53 |
| 31/12/2025 a 10/09/2026 | 5,46 | +12.49 | -7.03 |
O que isto mostra
- Em termos acumulados desde 12/05/2021 a 10/09/2026 a sua carteira teve um retorno ponderado no tempo de +45,99% enquanto o S&P 500 rendeu 107,21%, logo a diferença é de -61,95 pontos percentuais.
- Ano a ano há variação: a sua carteira superou o benchmark em 2023 (+4,11 pp), mas ficou atrás em 2021, 2024 e no período de 2026 até hoje.
- Para o ano corrente (01/01/2026–10/09/2026) a carteira registou +5,32% contra 12,49% do benchmark, diferença de -7,17 pp.
Se quiser, posso mostrar isto num gráfico acumulado ou detalhar quais períodos e posições mais contribuíram para a diferença.
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