O que são mercados emergentes?
Mercados emergentes são países cujas economias e mercados financeiros ainda evoluem em direção aos padrões das nações mais ricas: crescimento muitas vezes mais rápido, mas também política, moeda e regras de mercado menos estáveis. Os provedores de índices classificam os países por critérios como desenvolvimento econômico, abertura a investidores estrangeiros, liquidez e confiabilidade da negociação e da regulação.
Os maiores mercados emergentes nos índices de ações são China, Índia, Taiwan e Coreia do Sul, seguidos por países como Brasil, Arábia Saudita e África do Sul. O índice MSCI Emerging Markets cobre cerca de 24 países. As classificações variam entre provedores: a Coreia do Sul, por exemplo, é emergente para a MSCI e desenvolvida para a FTSE.
A sua fatia no mercado mundial
Os emergentes produzem cerca de 40% do produto mundial, mas representam apenas cerca de um décimo do valor dos índices globais de ações. O Brasil, dentro desse grupo, costuma responder por bem menos de 1% do total mundial. As razões são várias: muitas grandes empresas desses países são estatais ou de controle concentrado, com poucas ações livres; boa parte dessas economias não está na bolsa; e os índices só incluem ações que estrangeiros podem de fato comprar.
O peso em emergentes de uma carteira é:
onde é o valor da posiçã fração dela investida em emergentes.
Um exemplo simples
Uma carteira de 100.000 € tem 80.000 € em um ETF do MSCI World, que não inclui emergentes, e 20.000 € em um ETF do FTSE All-World, com cerca de 10% em emergentes:
A carteira tem apenas cerca de um quinto da fatia que os emergentes ocupam no mercado mundial.
O que eles acrescentam
- Diversificação: economias, setores e moedas diferentes dos Estados Unidos e da Europa.
- Exposição a crescimento: populações mais jovens e economias que crescem mais rápido — embora crescimento econômico maior não se traduza de forma confiável em retornos acionários maiores.
- Diferenças de avaliação: ações de emergentes frequentemente negociaram a múltiplos mais baixos que as de desenvolvidos.
O que vem junto
- Mais volatilidade e quedas mais profundas, em parte pelo câmbio.
- Riscos políticos e de governança: controles de capital, intervenção estatal e proteção mais fraca a acionistas minoritários. Em 2022, ações russas foram removidas dos índices e ficaram intransacionáveis para estrangeiros.
- Longas travessias fracas: os emergentes ficaram atrás dos desenvolvidos em boa parte dos anos 2010.
Mantê-los aproximadamente no peso de mercado, por um fundo all-world ou um ETF separado, é a escolha neutra; mais ou menos que isso é uma aposta deliberada.
Um exemplo numérico
Resolvido em uma carteira de exemplo. Os números abaixo são dessa carteira, não da sua.
Qual é a minha exposição a mercados emergentes?
Abaixo está a exposição a mercados emergentes que o seu portfólio mostra hoje.
| Categoria | Exposição (%) | Valor (€) |
|---|---|---|
| iShares Core MSCI EM IMI UCITS ETF USD (Acc) | 3,91% | 3.561,38 € |
| Região "Emerging markets" via índices (MSCI EM IMI) — posição de índice | 3,91% | 3.561,38 € |
Significado: a exposição direta a mercados emergentes no portfólio é de 3,91% do total, totalizando 3.561,38 €. Note que esta cifra vem da sua posição no índice MSCI EM IMI; outras holdings que tenham componente emergente já consolidadas em ETFs globais (por exemplo, world/usa) não estão contadas aqui separadamente.
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